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I Encontro Trabalho e Sofrimento Mental

Tema : I Encontro Trabalho e Sofrimento Mental Local : Auditório do ICSA no prédio Padre Avelar Data : 28 de maio Hora : a partir das ...


Tema: I Encontro Trabalho e Sofrimento Mental
Local: Auditório do ICSA no prédio Padre Avelar
Data: 28 de maio
Hora: a partir das 19h

Sobre o evento

O I Encontro Trabalho e Sofrimento Mental tem por objetivo fomentar o debate sobre o sofrimento mental do trabalhador e estreitar laços entre as instancias de governo, academia e trabalhadores. A organização do evento orienta-se em pesquisas que apontam a instabilidade e insegurança social como o cenário limite do sofrimento e este primeiro encontro buscará debater a especificidade da organização do trabalho e a política neste contexto.
O evento marca ainda o início das atividades do projeto de extensão universitária “Saúde mental do trabalhador da mineração da era de capitalismo flexível” realizado sob coordenação do professor Roberto Coelho do Carmo junto ao Sindicato Metabase Mariana.

Programação
Credenciamento: 19:00
Abertura: 19:30
Tema 1 – Trabalho
Prof. Alexandre Arbia/UFOP 20:00 (a confirmar)
Tema 2 – Política
Prof. Douglas Barboza/UFOP 20:30 (a confirmar)
Rodada de debates 21:00

O projeto
Projeto de extensão universitária: Saúde mental do trabalhador da mineração da era de capitalismo flexível

O projeto alinha-se com pesquisas que identificam o acirramento da desmedida do capital para expropriar e espoliar o trabalhador, por meio de mudanças produtivas, organizacionais e políticas no trabalho, com maior liberalidade empresarial e dominância financeira do capital.
Sendo assim, a extensão realizar-se-á com vistas à orientar os trabalhadores da mineração a partir de parceria com o sindicato Metabase Mariana na defesa de melhor qualidade de vida para o conjunto da categoria, minorando o sofrimento mental.

Justificativa
Desde os anos 1980, o Brasil, como o restante do mundo capitalista, vem passando por um processo de mudanças produtivas e organizacionais. Marcam estas alterações os processos de terceirização de partes do processo produtivo, a informalidade das relações de trabalho, bem como, a intensificação laboral. Sabemos que essas mudanças não são só materiais ou objetivas, mas repercutem também como subjetivação capitalista, de modo que os trabalhadores inculcam os valores da competição dos processos de trabalho levando à corrosão da percepção de classe que o fordismo periférico virtualmente havia proporcionado (OLIVEIRA, 2006), sacrificando a percepção de si mesmo no contexto de mudanças. Segundo Seligmann-Silva (1986), a história da doença de uma população gesta-se nos processos sociais, antes de ter sua expressão sensível no indivíduo. O sofrimento físico, mental e social são indissociáveis, não sendo totalmente esclarecedora a observância de apenas um desses aspectos separados. Deste modo, mudanças econômicas afetam à saúde humana, também no que diz respeito à tensão para responder a determinado comportamento desejado, hegemonicamente. De outro ângulo, acreditamos que a limitação do raio de previsão teleológica humano, também pode provocar processos de adoecimento. Os homens e mulheres vivendo em sociedade onde tenham dificuldade de projetar mentalmente seu futuro de forma positiva podem viver em sofrimento, pois não encontram os elementos materiais hoje, que lhes permitiriam visualizar uma realidade futura onde será possível prover a própria vida e da família. Com esse entendimento, realizar-se-á orientação dos trabalhadores da mineração, em parceria com o sindicato Metabase Mariana, com vistas à garantir melhor qualidade de vida ao conjunto dos trabalhadores. A escolha da instituição se deu por conta de contato prévio, onde ficou expresso interesse mútuo neste projeto.

Objetivo
Orientar os trabalhadores com vistas à garantir melhor qualidade de vida; Produzir material didático sobre o sofrimento mental dos trabalhadores; Contribuir com os estudos acerca da sociabilidade capitalista contemporânea e as suas possíveis relações com o sofrimento mental dos trabalhadores; Articular resultados de pesquisa anterior sobre as características do processo de instabilidade social dos trabalhadores no capitalismo, apreciando os fenômenos da terceirização, informalidade e intensificação do trabalho e as formas de subjetivação dos valores da fábrica pós na reestruturação produtiva; Articular à pesquisa futura; Fundamentar realização futura de curso de extensão; Apresentar subsídios aos profissionais de Serviço Social para lidar com a relação trabalho e sofrimento mental no cotidiano dos serviços.
Trabalho 7754245635879404822

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