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Transformar

Todas as expressões da questão social (como acentuada desigualdade econômico-social, desemprego, fome, doenças, penúria, desproteção na vel...

Todas as expressões da questão social (como acentuada desigualdade econômico-social, desemprego, fome, doenças, penúria, desproteção na velhice, desamparo frente a conjunturas econômicas adversas) que se acirraram com o avanço da programática neoliberal a partir da década de 1990, continuam fortemente presentes na contemporaneidade. Enquanto houver uma sociedade de disputas individuais calçada na propriedade privada, haverá questão social.

O mundo está em devir. Carrega no presente o potencial de um futuro diferente. Neste caso, diferente pode ser melhor ou pior. Como estamos falando de uma sociedade de disputa, não é possível calar a pergunta: melhor ou pior pra quem? Esperamos que, melhor, para a grande maioria da população. Melhor para os trabalhadores.

Uma das maiores personalidades da filosofia costumava dizer que o ser humano põe determinações à sociedade na mesma medida em que é determinado por ela. Fertilizando esta afirmação podemos dizer que isso significa que não podemos transformar nada que não conhecemos. Ou ainda, que uma transformação subjetiva (transformação do sujeito que pensa) é o primeiro passo para transformação da realidade objetiva.
Transformar o mundo, transformar meu mundo ou transformar-me são coisas distintas e semelhantes. Distintas, na medida em que se dimensiona as três. Semelhantes quando percebo que uma está contida na outra.

Este é um ano eleitoral. Ano de materializar na urna tudo o que nós somos. Para mudarmos a realidade social, é preciso uma mudança interna, uma mudança do sujeito que (pensa) vota. Mas não só uma mudança do sujeito no sentido de mudar o voto, mas de mudar a realidade. Ir às ruas sim, mas com um propósito claro e próprio de quem conhece o que se quer transformar. De outra forma não teremos mobilização em prol de coletivos sociais, mas de outras vanguardas, trocando os caciques.

Trabalhador, busque conhecer o que quer transformar enquanto coletivo social. Se a Saúde,  conheça-a estruturalmente; se a Educação, idem; se é a Política Assistencial, da mesma forma. É a melhor maneira de se propor um mundo diferente e melhor.

Roberto Coelho do Carmo
Artigo Jornalístico 2327016920464783788

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