Loading...

Primeiras mediações

Mariana/MG, 14 de junho de 2013. O Modo de Produção Capitalista é uma relação social calçada na exploração de uma classe por outra. Dess...

Mariana/MG, 14 de junho de 2013.

O Modo de Produção Capitalista é uma relação social calçada na exploração de uma classe por outra. Dessa relação fundamental surgem várias refrações, que são alvo da atuação do assistente social.
Entender conceitos como a composição orgânica do capital, nos permite enxergar a genética desse sistema e observar a centralidade do trabalho nessa forma de organização societal. Suprimir esta relação identifica-se com a própria supressão do capital.
A diferença entre trabalho necessário e trabalho excedente evidenciam a taxa de exploração e nos permite entender como o lucro pela via da mais valia, pela via da exploração do trabalho é objeto de desejo capitalista, à custa de que se não o fizer, ele mesmo, capitalista estará fora do processo produtivo enquanto capitalista.
Compreender a necessidade contínua da produção na organização da economia humana, permite-nos enxergar como a Acumulação ampliada é uma necessidade vital do capitalismo de se reproduzir enquanto produz, recriando a relação capital trabalho, em configurações cada vez mais próximas à barbárie, ao fim de cada processo produtivo.
Enfim, o reconhecimento do capital enquanto relação social é fundamental para a atuação profissional no âmbito do Serviço Social, entretanto o conteúdo apresentado não dá pistas de o quanto a atuação profissional pode ser transformadora. Não num sentido messiânico, salvador, mas no sentido de fazer as microtransformações coerentes com um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação/exploração de classe, etnia e gênero, como expresso em nosso Código de Ética Profissional.
Apreender as mediações que envolvem a produção/reprodução da questão social e todas as suas expressões, suas formas sensíveis, é objeto do trabalho do assistente social. Inspirados em Gramsci (1966) ousamos afirmar que “Não o “pensamento”, mas o que realmente se pensa, une ou diferencia os homens” (p. 40) escraviza ou liberta.

Bom trabalho e bons estudos.
Serviço Social 5452738658066348291

Postar um comentário

Página inicial item

Escolha o Idioma

Roberto Coelho do Carmo

Fotos Flickr

Serviço Social

Popular Posts