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Os resultados eleitorais na região

Mais uma vez passamos pelo processo de escolha democrática dos nossos líderes municipais. Agora, ...


Mais uma vez passamos pelo processo de escolha democrática dos nossos líderes municipais. Agora, passado este processo e atendendo ao pedido do Jornal Repórter, proponho uma breve leitura do processo e dos resultados em Bom Jesus do Itabapoana/RJ e no ABC capixaba.
Comecemos pelos reeleitos, ou seja, aqueles que tiveram seus governos colocados à prova como a prefeita reeleita de Bom Jesus do Itabapoana Branca Motta (PMDB). Na eleição da peemedebista chama mais atenção os votos contra seu governo (15090 votos) que os votos a favor (6738 votos), que a reelegeram. Além disso, ganhou destaque no município uma série de medidas de última hora, adotadas na intenção de o Governo Branca Motta “mostrar trabalho” e conquistar aqueles últimos votos. Estratégia que funcionou.
Podemos dizer também que a imensa divisão da oposição ao governo deu a reeleição à prefeita, que precisa repensar seu governo se quiser transmitir resultados a seus apoios estaduais nas eleições daqui a dois anos.
Estratégia desinteressante e usada por quase todos os candidatos na cidade foi o “carimbo” de ficha limpa. Ora, se a Lei está em vigor, é premissa para qualquer candidato a ficha limpa. Quem deve fazer este julgamento é o judiciário e não as candidaturas. Focados nisso, as campanhas careceram mostrar o diferencial de cada candidato. E todos tinham muitas qualidades pra mostrar.
A polarização PMDB/PR que se expressou na coligação majoritária não se repetiu na câmara, onde aparentemente a prefeita reeleita conseguiu garantir governabilidade, resta saber como se comportarão os novos atores nesta câmara que sofreu muitas mudanças.
Também reeleito, Betinho (PRP) teve em Apiacá/ES melhor resultado proporcional que a prefeita bom-jesuense. Betinho (PRP) enfrentou seu outrora aliado Kaká (PPS), vice prefeito durante o primeiro mandato.
Rompido com o governo alegando discordância quanto à quebra de compromissos assumidos com lideranças estaduais e federais Kaká apresentou sua proposta de oposição e por vezes inspirou uma possível mudança na cidade, mas no fim não conseguiu convencer o eleitorado com sua proposta de oposição. Acredito que Betinho mantem-se no poder por conta de um governo que primou pela autoestima do apiacaense no decorrer dos anos, entretanto é tempo de repensar a condução política durante o próximo governo, pois, abre-se uma “porteira” rumo ao próximo pleito municipal: quem será a liderança a herdar o espólio do governo de Betinho, já que o mesmo não poderá concorrer a reeleição? Essa conversa fica para os próximos capítulos.
Das candidaturas de reeleição mal avaliadas pelas urnas talvez a de conjuntura mais controversa seja a de Bom Jesus do Norte/ES, com o candidato à reeleição Pedro Chaves (PMDB) escapando de ter votada sua cassação pela Câmara de Vereadores no último minuto, ainda durante o processo eleitoral. Além do ocorrido, o que marcou as campanhas na cidade foi o uso da imagem de lideranças estaduais: com Chaves, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o ex-governador Gerson Camata (PMDB), a deputada federal Rose de Freitas (PMDB) e o Deputado Estadual Sérgio Borges (PMDB); Já Ubaldo Martins (PDT) contou com o apoio  do atual Governador Renato Casagrande (PSB), do atual vice-governador Givaldo Vieira (PT) e do deputado estadual licenciado e atual secretário de estado de Assistência Social e Direitos Humanos Rodrigo Coelho (PT). Neste cenário quem mais perdeu foi o PMDB, que não terá o prefeito e aparentemente não terá qualquer participação no governo – como vinha acontecendo ao longo desses últimos anos – e ainda perdeu sua vaga na câmara mesmo tendo o segundo vereador mais votado, por conta de não ter conseguido realizar as alianças necessárias para uma coligação proporcional.
Ante as inúmeras restrições como não uso de foguetes, limites no uso carro de som e limites impostos à realização de comícios, vimos na cidade o retorno do “caixote e do brado”. Reuniões abertas de candidatos que viravam verdadeiros comícios, com candidato de pé na carroceria de um utilitário estilo “pick-up” falando a seus correligionários.
Como na vizinha Bom Jesus do Itabapoana/RJ, em Bom Jesus do Norte/ES também tivemos uma intensa movimentação do poder público no sentido de mostrar trabalho no período eleitoral, contudo, diferente da cidade fluminense, não teve o mesmo sucesso.
Em São José do Calçado, o prefeito Zé Carlos (PSD) tentava sua reeleição, mas, rompido com seu vice e também candidato a prefeito Bentinho (PT) não teve sucesso. A prefeita eleita Liliana Rezende (PSB) precisará mostrar em sua gestão a mesma habilidade que mostrou na formação de suas alianças, pois o resultado na câmara parece ser desfavorável a seu futuro governo.
Esposa do ex-prefeito Jefferson Spadarott Bullus e tendo como vice Antero (PSB), outra figura conhecida da política calçadense, Liliana, apesar de estar em seu primeiro mandato representa a união de dois grupos que anteriormente disputavam o poder um contra o outro, alterando o quadro político da cidade historicamente. Essa união traz experiências antes antagônicas e agora torcemos para que sejam complementares.
Concluo dizendo que neste momento as equipes de governos são arquitetadas, possíveis mudanças podem acontecer nas câmaras para garantir melhor governabilidade às lideranças eleitas, vamos ficar atendo aos movimentos, que serão determinantes na edificação das políticas de saúde, educação ou assistência, que serão determinantes no futuro de nossas cidades, futuro de nossa gente.
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Publicado originalmente no Jornal Reporter
Opinião 7218873135944571534

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Roberto Coelho do Carmo

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