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A inteligência do eleitor

Eu prefiro ser Essa metamorfose ambulante Do que ter aquela velha opinião Formada sobre tudo (Raul Seixas) Toda eleição é d...



Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
(Raul Seixas)

Toda eleição é definida pela opinião do eleitor, através do voto, e todo eleitor tem o discernimento necessário para realizar essa escolha, pois, “sente na pele” as qualidades e defeitos dos governos que regem a cidade onde moram. Tão natural quanto a afirmação de uma opinião é a mudança de opinião durante o processo eleitoral, haja vista que neste momento eclodem informações sobre governos e candidatos nas telas de TV, rádios, panfletos, enfim, nos meios de comunicação dos quais as candidaturas dispõem.
É o momento de exaltação das qualidades de cada candidato, de seu potencial administrativo, de mostrar trabalhos realizados e propostas de realização para que o eleitor faça sua avaliação, ancorado em critérios próprios e distintos à cada um. Neste universo, informações manipuladas ou até mesmo falsas são, no seu tempo, desveladas pelo fator supracitado “sentir na pele”. Quero dizer, se digo que algo não foi realizado por alguém, e isso não tem lastro na realidade, logo, minha comunicação se esfarela como um castelo de areia.
O maior erro que um ator político pode cometer, e lembro, somos todos atores políticos, é desconsiderar da capacidade de discernimento do eleitor e desdenhar da escolha alheia, desqualificando a escolha do eleitor como uma escolha burra.
Este pleito de 2012 foi marcado por um peculiar fenômeno de mudança na avaliação da escolha do eleitorado por alguns atores políticos, que exaltavam a escolha inteligente do eleitorado no início e por fim a desconsideravam. Isso ficou expresso principalmente nas redes sociais com a fluida motivação desta avaliação: se o eleitor opta por meu candidato = escolha inteligente; se o eleitor NÃO escolhe meu candidato = escolha burra.
Os resultados vieram e cabe às lideranças neste momento uma reflexão sobre este fenômeno, não de opinião sobre a escolha "inteligente" ou "burra", mas sim de mudança de opinião, pois uma opinião não se forma, deforma ou transforma do nada, do vazio. 
Acredito que, no jogo político, o único comportamento pouco fortuito é aquele que desconsidera a capacidade de discernimento do eleitor, sábio em suas escolhas e de vontade soberana, sempre.
Artigo Jornalístico 6109043213068065030

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Roberto Coelho do Carmo

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