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Alphonse de Lamartine* descreve a desfiliação do trabalhador do emprego na indústria

“Os exércitos de operários cujo trabalho, imenso com os capitais que o empregam, afortunados como a especulação que o comanda, móvel como ...

“Os exércitos de operários cujo trabalho, imenso com os capitais que o empregam, afortunados como a especulação que o comanda, móvel como a moda que os consome, não tem a condição de fixidez das economias domésticas. As grandes fábricas do Loire, do Rhône, da Alsace, dos Vosges, do norte, convocam ou recrutam um número de 6 ou 700 míl famílias, instrumentos das grandes indústrias da seda, do papelão, dos tecidos de lã, do ferro; povo saído do povo, nação da nação, raça deslocada que tem como único capital seus braços; como terra, uma profissão; como lar, um teto emprestado; como pátria, uma oficina; como vida, um salário. É uma casta flutuante que tem suas referencias quebradas, que não sabe fazer senão uma única coisa e que, quando seu trabalho específico e seus víveres chegam a faltar, se difunde, se espalha na nação sob forma de coalizões, motins, vagabundagem, vícios, lepra, miséria. Eis o que se chama propriamente de proletários, raça destinada a povoar a terra, espécie de escravos da indústria que servem sob o mais duro dos senhores, a fome.”
Extraído de CASTELS, R. As metamorfoses da questão social.

*Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine (Mâcon, 21 de outubro de 1790 – Paris, 28 de fevereiro de 1869) foi um escritor, poeta e político francês. Seus primeiros livros de poemas (Primeiras Meditações Poéticas, 1820 e Novas Meditações Poéticas, 1823) celebrizaram o autor e influenciaram o Romantismo na França e em todo o mundo.
Trechos 3795547374803585965

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